
Uma das mais
chocantes realidades do século XXI ocorre nesse país de difícil pronuncia mas,
no entanto, quase do tamanho da nossa Europa, O Kirghizistão. Sabemos que as
tradições são, por vezes, de difícil manejo e a nossa condição humana em nada
ajuda para arejar as ideias ou, muito possivelmente, já teríamos evoluído para
deixarmos para trás as nossas arrogâncias.
As mulheres sempre foram alvos fáceis em toda a história da Humanidade (retiro aqui as famosas Amazonas); sejam elas as Devadasis, oriundas da profunda Índia e crentes em Yellamma, passando pelo Dubai, Tailândia, África e América do Sul, as mulheres sempre viveram na sombra animalesca e forte do homem. O Homem macho, o alfa da “matilha” sempre foi um perigo à solta quando não agrilhoado. Querer é poder e poder é ter. É caso para dizer, viva a emancipação destas guerreiras, que nos sistemas democráticos tiveram a porta aberta para, o que me parece óbvio e justo, a igualdade e prosperidade.
As mulheres sempre foram alvos fáceis em toda a história da Humanidade (retiro aqui as famosas Amazonas); sejam elas as Devadasis, oriundas da profunda Índia e crentes em Yellamma, passando pelo Dubai, Tailândia, África e América do Sul, as mulheres sempre viveram na sombra animalesca e forte do homem. O Homem macho, o alfa da “matilha” sempre foi um perigo à solta quando não agrilhoado. Querer é poder e poder é ter. É caso para dizer, viva a emancipação destas guerreiras, que nos sistemas democráticos tiveram a porta aberta para, o que me parece óbvio e justo, a igualdade e prosperidade.
Neste post, tento
mostrar às pessoas mais perto de mim que a vergonha humana paira no ar como
feromonas estridentes que unem um grupo para acasalar. Nesse país de tamanho
Europeu – Referir-me-ei ao Kirghizistão desta forma -, os homens podem raptar a
mulher que pretendem, para com ela casar. Sem grande direito a defesa, a mulher esperneia, grita, chora, mas é a sua própria família que acaba por ajudar nessa captura, porque é tradição e sempre assim foi. A própria família tenta, com um pano de fundo
de choradeira, convencer que será bom ficar com uma pessoa que não se conhece e
há algumas (sim, mulheres) familiares que ainda riem da situação. Chamo a
especial atenção para o facto perverso da coisa (Quer dizer, tudo isto é muito
perverso): Uma mulher até pode estar apaixonada por A, mas se B a quiser e a
raptar, ficará com B para o resto da vida. Este tipo de acções levadas a cabo
pela matilha de homens, que cuidadosamente planeiam a captura da sua vítima
(muitas das vezes nas casa dos pais das mesmas), tornam-se não só um passaporte
para a infelicidade profunda das mulheres, como para a proliferação de
suicídios e doenças infecto-contagiosas. Não consigo imaginar na dor profunda destas mulheres alvo deste acto
hediondo e, confesso, que me faz realmente confusão como outras mulheres adultas
se colam a este processo, corroborando as ideias dos homens. Por que razão podem eles fazer isto? A resposta é igual à pergunta, " Por que razão o cão lambe os testículos?", porque podem. É uma merda, não é?
E assim é a vida no
campo nesse país do tamanho da Europa.
“You’re crying, so
you’ll be happy”.
“Girls will be
Happy if they get married crying.”
Aqui há gato.